
Partir sempre é como habitar lugar nenhum.
Olhar para trás é como ver fantasmas, e sempre em frente é como não ter saudades, ou apagar lembranças.
A vida às vezes segue sozinha, sem capitão para o timão do navio, só embalo das ondas e ventos dos continentes.
Ser sempre dos lugares é pertencer ao mundo e às suas estradas tortuosas.
Envelhecer é descobrir os destinos para onde nos levam os caminhos.
Sentir cada circuntância é viver.
As pessoas fazem parte das trilhas pelas quais passamos. Conhecê-las é pertencer aos lugares e abandoná-los em breve.
É necessário partir e voltar.
Mesmo que a aparência mude, o ar traz o cheiro de tempos diversos.
Não lembrar é abandonar os detalhes de pessoa em seu tempo presente.
Ser pessoa implica perder-se pelos caminhos mal traçados, encontrar o despreparo da falta de planos e das saudades espalhadas e latentes.
[ps. a foto não está em CC's]