<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-16560690</atom:id><lastBuildDate>Fri, 06 Nov 2009 23:33:20 +0000</lastBuildDate><title>Estética do Sonho</title><description>Despretensiosamente tentando compreender</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>98</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-6465995329635207347</guid><pubDate>Tue, 29 Sep 2009 02:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-28T19:18:56.947-07:00</atom:updated><title>Insônia</title><description>É quase como olhar o mundo através de uma janela banhada pela chuva. Turvo e melancólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ser obrigada a conviver consigo durante longas horas e participar de uma discussão que não chega a conclusão alguma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-6465995329635207347?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2009/09/insonia.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-9087397646650687607</guid><pubDate>Mon, 17 Aug 2009 20:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-17T13:04:23.830-07:00</atom:updated><title>pílula</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Lembro que naquela tarde o suspiro foi doloroso, embora fizesse sol após longos meses de chuva.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-9087397646650687607?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2009/08/pilula.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-7420122993246571186</guid><pubDate>Mon, 13 Jul 2009 21:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-13T14:47:08.319-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se eu pudesse explicar, diria que não durmo há dias, que não sonho há meses, que eu não saio mais de casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Diria que intencionei trocar meus amigos, ainda que a ausência deles viesse a me doer como uma cólica constante nos rins.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Diria que escrever se tornou um sufoco, que ler se tornou um tormento e que a música me ensurdece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se eu pudesse explicar, diria que o vinho há muito virou vinagre e que eu continuo sorvendo o líquido, agora ácido, sem sequer me dar conta.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-7420122993246571186?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2009/07/se-eu-pudesse-explicar-diria-que-nao.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-8971922415867072825</guid><pubDate>Wed, 03 Jun 2009 21:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-03T14:33:21.956-07:00</atom:updated><title>eu silencio</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O&lt;strong&gt; silêncio&lt;/strong&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pedacodemim.wordpress.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;minha querida&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, às vezes é vontade de não existir e também pode ser um louvor à vida. O &lt;strong&gt;silêncio&lt;/strong&gt; é descanso, mas pode ser inquietação. O &lt;strong&gt;silêncio&lt;/strong&gt; é a fala desistida de ser proferida, mas também é nossa surpresa diante da beleza da prosa e da poesia. O &lt;strong&gt;silêncio&lt;/strong&gt; é o choro contido enquanto o peito rasga e grita de dor. O&lt;strong&gt; SILÊNCIO&lt;/strong&gt; É COVARDIA E É CORAGEM. O &lt;strong&gt;silêncio&lt;/strong&gt; é respeito e petulância. O &lt;strong&gt;silêncio&lt;/strong&gt; revela o conforto da intimidade. O &lt;strong&gt;silêncio &lt;/strong&gt;revela o fim. O &lt;strong&gt;silêncio&lt;/strong&gt; aponta a direção certa, mas dissimula as outras opções. O &lt;strong&gt;silêncio&lt;/strong&gt; agride e, ainda assim, é a melhor forma de afirmação.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-8971922415867072825?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2009/06/eu-silencio.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-1208537118968499322</guid><pubDate>Fri, 29 May 2009 19:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-29T12:16:16.163-07:00</atom:updated><title>pensamento</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E de repente ela se calou. Manoel de Barros diria que entrou em estado de árvore. Eu não entendo de árvores, mas compreendo os silêncios.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-1208537118968499322?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2009/05/pensamento.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-4339207549753380509</guid><pubDate>Wed, 27 May 2009 23:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-27T16:11:28.648-07:00</atom:updated><title>Pedaços de carnaval</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Despediram-se. Era findo o carnaval. As fantasias continuavam pelo chão e os pedacinhos de confete se perdiam sobre a cama. Aquelas coisas todas prenunciavam o cheiro da quarta-feira de cinzas silenciosa. Não havia muito o quê dizer, eles sabiam que o amor iniciado na sexta-feira, acabaria, inevitavelmente, na noite da terça.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Naqueles dias, muita coisa foi dita, sem nenhuma delas ser previamente questionada. A certeza do anonimato e do fim anunciado permitiu-lhes trocar confidências. Trataram-se como se trata a própria consciência, aquela que tem a exclusividade dos pensamentos mais sombrios, dos medos enjaulados e das vontades impublicáveis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Encontraram-se na rua, em meio aos blocos coloridos de pierrots e colombinas fantasiados. Ao se olharem de cara nua, meio deslocados na bagunça dos tambores e dos tamborins, se aproximaram encabulados. Sem dizer palavra alguma, rumaram para fora da folia e sentaram na sarjeta para fumar um cigarro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Eu tenho medo de deixar o gás ligado e um belo dia chegar em casa e não ter mais casa nenhuma. Eu às vezes penso em fugir de todas as pessoas que eu conheço, embora eu as ame sem medidas, só para ter de inventar uma vida nova e não me reconhecer mais na minha. Eu tenho vontade de fazer amor com um desconhecido numa noite de carnaval sem sequer saber seu nome.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Eu tenho medo de encontrar uma desconhecida no carnaval e desejar fazer amor com ela, sem sequer saber seu nome. Eu tenho vontade de deixar o gás ligado em casa, só para um dia chegar lá e não ter mais casa nenhuma. Eu penso em conhecer e amar pessoas para abandoná-las depois.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-4339207549753380509?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2009/05/pedacos-de-carnaval.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-2129890576575416913</guid><pubDate>Thu, 26 Mar 2009 00:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-25T17:38:52.906-07:00</atom:updated><title></title><description>Há tantos cataventos na varanda que penso que o ar correndo entre as pás sente cócegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O morador do apartamento dos cataventos gosta de saber como o vento que passa se comporta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sai de sua toca quando o catavento explica que o vento está propício a bater em seu roso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-2129890576575416913?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2009/03/ha-tantos-cataventos-na-varanda-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-6289178960098642237</guid><pubDate>Tue, 13 Jan 2009 21:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-13T13:37:49.551-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu me encontro nos contrários. Nas coisas que se negam e evitam se completar. Eu me encontro na coisa torta, no sentimento confuso, na arte de não saber. Eu me encontro no desaprendizado, na palavra densa e na expressão vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro-me na rua escura e esfumaçada, nos ambientes silenciosos. Encontro-me com pessoas de olhar ausente.&lt;br /&gt;No suspiro.&lt;br /&gt;No desapego.&lt;br /&gt;Na inconstância das opiniões certeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo muito mais coisas do que gostaria. É que essa mania de não parar de olhar me conduz para observações inconvenientes. Me coloca na alma dos outros e me transforma em poucos de tudo, em dores de todos, em alegrias gerais.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-6289178960098642237?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2009/01/eu-me-encontro-nos-contrrios.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-3113812881500432490</guid><pubDate>Thu, 11 Dec 2008 00:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T16:35:24.725-08:00</atom:updated><title>Carta crua</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não me ame. Eu só vou até ali. Depois disso fica confuso. Eu não sei como conduzir, a estrada fica escura e eu paro o carro. Você pode até pensar que é exagero, mas te digo: eu não alcanço. Meu caminho chega ali e pára, olha pra minha cara e pergunta pra onde eu vou. Respondo que eu não sei. Que na verdade eu nunca soube, que sempre meio deixei levar, que ia conforme o vento. Se via que estava errada, colocava o sapato e voltava, sem medo de perder. Aquele medo típico de quem não sabe onde está. Depois disso fui seguindo, arriscando aqui e ali, nada que me trouxesse pra perto, mas também que não me conduzisse pra longe. Andei no limiar das ruas que não tem saída, depois procurei outras que me levassem para cruzamentos certeiros. Esperei. Não havia o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso te deixei aqui, não dei satisfação sequer. Achei que não deveria. Fui conduzindo como achava que era. Sem encontrar nem perder caminhos. E o fato é que não me perdi, mas estive muito mais distante de me encontrar. Negando o que achava que devia, me perdi em contradições, tive vontade de voltar, mas não obedeci. Fugi para outros cantos e procurei novas pessoas. Aterrorizei-me. Fiquei no escuro e em silêncio para que eu não desistisse de ser encontrada, embora isso não estivesse nos meus planos, depois deixei de precisar. Pensei em muita coisa, até em me matar, veja só, mas nem esse era o caminho que eu perseguia, nem resolveria meu problema e saciaria minhas questões. Deixei as coisas para mais tarde, e quanto mais tarde ficava, mais essas coisas acabavam me perseguindo. Eu virei refém.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-3113812881500432490?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/12/carta-crua.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-3443270959772403541</guid><pubDate>Tue, 18 Nov 2008 22:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-18T14:32:18.798-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje eu não tô pra conversa, não tô pra verdade , não tô nem aí.&lt;br /&gt;Hoje o dia fechou, o trabalho rendeu, e eu nem tô aqui.&lt;br /&gt;Hoje não tem cama que cure, bebida que dure e café que segure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o silêncio é pouco, o grito é rouco e a paciência esgotou.&lt;br /&gt;Hoje perdi a poesia, perdi a fantasia e cancelei o carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só hoje. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É que amanhã a gente bota a roupa, segura no corrimão, repensa a escola de samba , embala a composição, tira a viola do saco e toca a vida na flauta. Ou não.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-3443270959772403541?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/11/hoje-eu-no-t-pra-conversa-no-t-pra.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-4767030333980406869</guid><pubDate>Fri, 10 Oct 2008 01:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-09T18:55:45.608-07:00</atom:updated><title>Desencontro</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela chegou ao pequeno salão e acomodou sua bolsa na cadeira vazia ao lado. Abriu a garrafa d’água por hábito, não por sede. Cruzou as pernas e esperou a meia hora que faltava para o início da palestra checando os números do celular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entrou de maneira desajeitada e se sentou frente ao público escasso, espalhado pelos assentos. Dispensou o microfone e sentindo-se mais confortável pela ausência de uma grande platéia, tirou a camisa para fora da calça e passou a mão rapidamente pelos cabelos. Respirou pesadamente. Olhou para ela sem saber que a via.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fica mais bonito quando está desarrumado, pensou. É uma bagunça não alinhada. Um descomprometimento com a harmonia das vestimentas. A camisa agora amassada e levemente curta que, vagarosamente, seguindo o movimento dos braços, abria frestas para partes do corpo alvo, não esguio, mas ereto e timidamente desenvolto. Levantou e começou a falar, andando de um lado para o outro. Ela ia descrevendo e revelando seu comportamento, que não conhecia, mas a sua imaginação flutuava. Os dedos alongados demonstravam austeridade. Os óculos de aros finos transpareciam sabedoria e a paciência com a mediocridade era um silêncio ante a ignorância da pretensão. Os gestos mornos, pequenos círculos e demonstrações, não apagavam a luz dos olhos sutilmente claros, de pálpebras baixas. O pescoço alongado sustenta uma face de pêlos claros, barba e cabelo rente à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sequer imagina o que a moça escondida na platéia começa a desenhar e o pudor a impede de dizer que deseja esse homem calmo. Se envergonha de estar no meio daquelas pessoas, de perceber que ele é o centro das atenções, já que está num palco modesto. Em silêncio, ela continuava procurando palavras que o revelassem sem desmascará-lo. Ficou enrubescida por essa ação desigual – Ela se misturava meio ao público enquanto ele figurava abaixo da luz. Queria chamá-lo de outro nome, mas esqueceu até seu original. Além disso, a falta de intimidade a impedia de inventar-lhe um apelido ou abreviação silábica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que músicas ouviria de olhos fechados e quais motivos o levariam às lágrimas? Não haveria outro meio de conhecê-lo, nem de admirar aquele sorriso lateral, a cabeça baixa e intimidada. O desconforto de um palco sem altura. Sentiu-se pouco atraente, ocultando sua sensualidade dançante, ressaltando o olhar hoje mais entristecido, que era coisa da própria vida. Sua roupa amolecida e floral o enganava e ela se furtou a encarar um olhar incerto, por receio de transparecer sua fraqueza. Os nomes que ele falava passeavam por sua retina, mas nenhum era arquivado em sua memória. Longínqua e distraída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se levantou antes do fim e sem olhar para trás. Ele acompanhou seu trajeto até a porta que dava para o saguão. Distraiu-se por um segundo de seu discurso e gaguejou. Com a porta já fechada, ele olhou para as mãos e lamentou a ausência dela, retomando as palavras dirigidas a ninguém.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-4767030333980406869?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/10/desencontro.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-7705203043825522277</guid><pubDate>Thu, 04 Sep 2008 18:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-04T11:47:41.193-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não tenho medo. Tenho silêncios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;[são tempos de frases curtas]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-7705203043825522277?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/09/no-tenho-medo.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-9089171260245351732</guid><pubDate>Wed, 03 Sep 2008 18:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-03T12:02:50.886-07:00</atom:updated><title></title><description>As pessoas são mais bonitas quando estão desarrumadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-9089171260245351732?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/09/ele-bem-mais-bonito-quando-est.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-5468872357384455755</guid><pubDate>Tue, 29 Jul 2008 16:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-29T09:45:20.294-07:00</atom:updated><title>Meu avô</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alguém me segue pela casa durante todo o dia. Falta tema para seguir com uma conversa, por mais que ele demonstre vontade de começar alguma. Decido preparar uma garrafa de café. Em vários lugares do mundo, a bebida pode ser motivo de grandes encontros e papos. Seria meu ponto de partida para rever memórias espalhadas pelo tempo e espaço da mente do meu avô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café na mesa, algumas bolachas.&lt;br /&gt;- Sente-se meu avô.&lt;br /&gt;- Cafezinho é sempre bom – diz ele, que passados longos anos de sanidade seguidos por decadente perda de memória, o substantivo avô não lhe causa estranhamento&lt;br /&gt;Hesito para verificar se ele começa o assunto. Silêncio.&lt;br /&gt;- E a Vovó Marina, vô? Sente saudades?&lt;br /&gt;- Hum, Marina foi uma namorada minha, bonita que só!&lt;br /&gt;- E seus filhos?&lt;br /&gt;Silêncio. Ele muda de assunto.&lt;br /&gt;- Sabe, existem as coisas. Vou falar para o meu pai, quando ele morrer, dividir entre mim e os meus irmãos. Aí eu pego essas coisas e dou para minha filha cuidar de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chora. Meu bisavô morreu há muito tempo atrás, antes mesmo de minha mãe nascer, seus irmãos não lhe foram companheiros durante toda a vida. Alguns morreram, outros sumiram por diversas cidades. Moravam em uma cidade chamada Santa Cruz, distrito há muito extinto de Ribeirão Preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde estou?&lt;br /&gt;- Em Piraju vô. Na casa de sua filha.&lt;br /&gt;- Quem é minha filha?&lt;br /&gt;Aponto para minha mãe.&lt;br /&gt;- Não, essa é Aninha, minha irmã, que não me deixa ir para canto algum.&lt;br /&gt;- Hum.&lt;br /&gt;- Eu me sinto sozinho sabe? Lembro de uma imensidão de coisas e, de repente, tudo fica escuro, vazio, como se eu caísse em um buraco negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que, na verdade, ele se sente muito sozinho, não reconhece as pessoas e tem espasmos de memória que lhe trazem sentimentos muito distantes.&lt;br /&gt;Certa altura do dia, ele pede dinheiro para ir ao bar. Algumas vezes não se pode dar, atrapalha o efeito dos remédios. Não há muito o que fazer, negar a cerveja diária é o mesmo que tirar sua única lembrança dos dias. Não é justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho em seus olhos, bem fundo, e não consigo resgatar uma lembrança sequer. Nada. É como se por trás da pupila, de dentro da retina, não existisse mais nada, a não ser um emaranhado de idéias confusas, sem cronologia correta, tudo espalhado dentro de um quarto que necessita de arrumação.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-5468872357384455755?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/07/meu-av.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-2976467917063850675</guid><pubDate>Sun, 06 Jul 2008 22:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-06T15:20:55.793-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Comecei pelo fim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Até agora não decidi para onde vou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;p.s: [Que eu, desde a partida,&lt;br /&gt;Não sei onde vou.&lt;br /&gt;Roteiro da vida,&lt;br /&gt;Quem é que o traçou?]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;                             Camilo Pessanha&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-2976467917063850675?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/07/comecei-pelo-fim.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-7129901022132530872</guid><pubDate>Thu, 12 Jun 2008 23:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-12T16:43:50.137-07:00</atom:updated><title>Cinema Paradiso</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Mhmaw2MgzqM/SFGz18XlvDI/AAAAAAAAABU/kgCvhzark7g/s1600-h/cineparadiso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211143983163882546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 337px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px; TEXT-ALIGN: center" height="169" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Mhmaw2MgzqM/SFGz18XlvDI/AAAAAAAAABU/kgCvhzark7g/s320/cineparadiso.jpg" width="458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Partir sempre é como habitar lugar nenhum. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olhar para trás é como ver fantasmas, e sempre em frente é como não ter saudades, ou apagar lembranças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A vida às vezes segue sozinha, sem capitão para o timão do navio, só embalo das ondas e ventos dos continentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ser sempre dos lugares é pertencer ao mundo e às suas estradas tortuosas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Envelhecer é descobrir os destinos para onde nos levam os caminhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sentir cada circuntância é viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As pessoas fazem parte das trilhas pelas quais passamos. Conhecê-las é pertencer aos lugares e abandoná-los em breve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É necessário partir e voltar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo que a aparência mude, o ar traz o cheiro de tempos diversos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não lembrar é abandonar os detalhes de pessoa em seu tempo presente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ser pessoa implica perder-se pelos caminhos mal traçados, encontrar o despreparo da falta de planos e das saudades espalhadas e latentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;[ps. a foto não está em CC's]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-7129901022132530872?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/06/cinema-paradiso.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Mhmaw2MgzqM/SFGz18XlvDI/AAAAAAAAABU/kgCvhzark7g/s72-c/cineparadiso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-4365682627804448728</guid><pubDate>Sat, 07 Jun 2008 23:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-07T16:52:22.572-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não vim para ver a vida&lt;br /&gt;P&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;S&lt;br /&gt;S&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;R&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sou&lt;br /&gt;P&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;S&lt;br /&gt;S&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;G&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;R&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim para ficar&lt;br /&gt;E ver tudo&lt;br /&gt;M&lt;br /&gt;U&lt;br /&gt;D&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;R&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-4365682627804448728?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/06/no-vim-para-ver-vida-p-s-s-r-mas-sou-p.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-1578613745801907615</guid><pubDate>Thu, 22 May 2008 00:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-21T18:08:35.889-07:00</atom:updated><title>Dias e noites de Montevidéu</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Montevidéu&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma estrela, uma estrela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;nenhuma constelação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;nenhum disco voador&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;nem dor aqui&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e quando olho lá embaixo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;vejo velhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;vejo carros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;vejo coisas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;a estrela, as luzes, o céu daqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;É um tanto saudade de lá&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;no entanto eu não quero partir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;lá no canto uma estrela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;eu adoro existir!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;texto de &lt;a href="http://riodaqui.blig.ig.com.br/"&gt;Paulo Vigu&lt;/a&gt;. Poeta e compositor pirajuense. De primeira!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;a href="http://riodaqui.blig.ig.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;[porque os dias e noites têm tido as cores de Montevidéu, que não conheço, mas imagino como seja]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-1578613745801907615?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/05/dias-e-noites-de-montevidu.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-1736248965150337745</guid><pubDate>Sat, 26 Apr 2008 00:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-25T17:32:33.637-07:00</atom:updated><title>Cena</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não mude a cena do filme cujo final você não escreveu. É irresponsável e arrogante. Mas crie e invente novos finais, para personagens alcançáveis e insaciáveis por uma nova história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-1736248965150337745?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/04/cena.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-3303310886923689385</guid><pubDate>Mon, 18 Feb 2008 23:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-18T15:41:33.662-08:00</atom:updated><title>do que eu sei</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não me peçam para endurecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;a leveza é o que me convém.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-3303310886923689385?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/02/do-que-eu-sei.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-5526737180457233069</guid><pubDate>Mon, 21 Jan 2008 22:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-21T14:57:31.519-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não gosto de nada que tire o brilho dos olhos dos meus amigos. Nada que aconteça a eles passa por mim sem deixar uma réstia de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são tempos fáceis. São tempos em que os ventos trazem notícias ruins,  as aflições engrandecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo do futuro, o mais difícil é saber para onde ir. Não há samba nem cachaça para servir de anestesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de pedra maltrata. A cidade de rio é longe e deixou de proteger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos têm a cara e a alma limpa. Sonham. Criam como se vida a isso se resumisse. E sonham sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança de dias melhores nos espreita, embora às vezes tão a espreita que parece não estar em lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De longe se vê que os tempos hão de mudar e eles se esforçam para tudo correr bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem motivos aparentes, a tristeza corre sorrateiramente por seus rostos. Eu quase posso ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, só consigo lançar palavras frágeis, construídas em prosa e verso.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-5526737180457233069?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/01/no-gosto-de-nada-que-tire-o-brilho-dos.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-1941834623361410777</guid><pubDate>Sun, 20 Jan 2008 22:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-20T14:37:29.072-08:00</atom:updated><title>João Passarinheiro - terceira parte</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois desse acontecimento, o pai isolou-se numa busca eterna pela mulher. Mal falava com o filho e deixou de preparar-lhe a marmita de arroz, feijão e bife, que costumava trocar pelo peixe abundante no riacho que corria perto da casa. Desde então, Passarinheiro deu para tomar muito café que ele mesmo torrava e servia ao pai nos fins de tarde, quando chegava de sua incursão diária pela mata verde e cerrada. Fumava cigarro de fumo de corda que trocava no armazém de Seu Joaquim por um punhado de café fresco servido todas as tardes pelo comerciante. Era magro e esguio, andava descalço sempre, por maior que fosse a caminhada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;[Aviso aos navegantes: para entender esse texto, creio que seja preciso ler as outras duas partes, perdidas, embora facilmente encontráveis, em cantos desse blog. Era só e tudo isso]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-1941834623361410777?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/01/joo-passarinheiro-terceira-parte.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-5231117128962940654</guid><pubDate>Tue, 08 Jan 2008 22:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-08T14:24:48.863-08:00</atom:updated><title>me dê notícias de você</title><description>É minha fuga.&lt;br /&gt;Meu delírio.&lt;br /&gt;Meu silêncio e meu suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo está lá fora.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Quieto.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;À espreita de um descuido meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse descuido que nunca vem.&lt;br /&gt;É um medo que me assiste.&lt;br /&gt;Sem trégua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-5231117128962940654?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2008/01/me-d-notcias-de-voc.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-362266252077172387</guid><pubDate>Thu, 27 Dec 2007 02:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-12-26T18:24:47.586-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Gosto mais dos casos que Chico cantou e das histórias que Garcia Márquez escreveu.&lt;br /&gt;Hoje tatuei minha vida em mim.&lt;br /&gt;Outra metade dela, tatuei nas encostas do rio.&lt;br /&gt;Uma história que não é minha.&lt;br /&gt;Mas criei e sou a protagonista não revelada.&lt;br /&gt;O sujeito do não-acontecer.&lt;br /&gt;Reinventei-me para poder viver.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Faltou-me o verbo.&lt;br /&gt;A canção.&lt;br /&gt;O tato.&lt;br /&gt;Até a lembrança.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E silêncio e sozinha.&lt;br /&gt;Dona de uma história que só acontece aqui, cá bem dentro daqui.&lt;br /&gt;Agora já não é mais nada.&lt;br /&gt;Apenas certezas vãs. E o nada.&lt;br /&gt;Tudo passou diante dos meus olhos e dos meus gestos.&lt;br /&gt;Eu nada pude fazer.&lt;br /&gt;E agora tudo está em seu devido lugar.&lt;br /&gt;Cá dentro de mim o mundo revirou-se.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu calei.&lt;br /&gt;Silenciei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Neguei-me a mão que passeava.&lt;br /&gt;Nada fiz.&lt;br /&gt;Nada.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-362266252077172387?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2007/12/gosto-mais-dos-casos-que-chico-cantou-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-16560690.post-5298677682480377290</guid><pubDate>Tue, 27 Nov 2007 22:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-27T14:11:23.706-08:00</atom:updated><title>Fragmento de uma madrugada.</title><description>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Isso acontece com os livros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São sentimentos de páginas abertas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16560690-5298677682480377290?l=esteticadosonho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://esteticadosonho.blogspot.com/2007/11/fragmento-de-uma-madrugada.html</link><author>noreply@blogger.com (Priscila Basile)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item></channel></rss>